Não à sujeira do cão!

De acordo com a Associação Nacional de Fabricantes de Alimentos para Animais de Estimação (Anfal Pet), o Brasil possui 30 milhões de cães, o que em linhas gerais dá um cachorro para cada seis humanos. Na medida em que prédios residenciais permitem cada vez mais a moradia de cães, o que se vê nos grandes centros é um exército cada vez maior de simpáticos quadrúpedes passeando pelas ruas. Porém, nem todos os totós estão habituados a limitar sua higiene pessoal à área especialmente demarcada do lar, o que gera um sem-número de obstáculos para pedestres. E vamos falar a verdade: não existe pessoa no mundo que goste de esmagar um dejeto alheio com a sola do sapato.

São Paulo já adotou lei municipal similar à famosa lei “Pooper Scooper” (algo como “sujou, catou”), sancionada em 1978 na cidade de Nova York. A lei orienta os donos a saírem com seus cães para a rua devidamente munidos de sacos plásticos e outras ferramentas para sanitização de calçadas. Infelizmente, lei no Brasil é para ser cumprida diante dos olhos do guarda. Uma infinidade de pessoas sem respeito pela coletividade deixam seus cães totalmente livres para sujar. Resta aos donos de imóveis residenciais, preocupados com suas calçadas, promover a conscientização em tons bem humorados, já que a situação é tão desagradável que o comportamento correto deveria ser óbvio. Criatividade é a melhor arma para combater a cara-de-pau dos folgados…

Placa de um condominio exigindo a limpeza canina

Placa de um condomínio exigindo a limpeza canina

Sr. Cachorro, a lei é para ser seguida!

Sr. Cachorro, a lei é para ser seguida!

Caso você já tenha pisado onde não deve nesta manhã, busque consolo na História — ao menos para concluir que poderia ser pior. Na Nova York de fins do século 19 o problema não era o cocô de cachorro, mas sim o de cavalo. Ou melhor, dos 200 mil cavalos que transportavam pessoas e mercadorias pelas ruas. A maior parte das 2.267 toneladas de estrume produzidas diariamente ficava exposta e não era recolhida. O dilema sanitário era tão terrível que alguns prédios de apartamentos eram construídos com entradas no segundo andar, para que os moradores passassem incólumes pelos montes de sujeira. E olhem que nem falamos dos vários litros de urina lançados ao chão e das carcaças que apodreciam nas ruas…

Uma resposta

  1. [...] aqui e aqui). Mas nesse caso, esta minha visão urbana só vem a acrescentar um plus a mais a este post publicado por Ricardo Homsi há quase um ano atrás neste mesmo site. Reparem na sutileza da [...]

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